Yolanda Sequeira sagra-se campeã nacional de surf na Costa Nova

É assim há meia década… O título nacional de surf feminino voltou a ser atribuído na MISS ACTIVO CUP, desta feita com a algarvia Yolanda Sequeira a sagrar-se campeã nacional 2019. Depois dos títulos nacionais conquistados na Costa Nova por Teresa Bonvalot (2014 e 2015), Carol Henrique (2016 e 2017) e Camila Kemp (2018), este foi o ano de Yolanda Hopkins Sequeira manter aquilo que começa a ser tradição (ainda falta disputar uma etapa) e vencer a Liga MEO.

E porque para se sagrar campeã nacional a atleta do Clube Naval de Portimão precisava apenas de alcançar a final, o que já lhe rendia a pontuação necessária para assegurar o título, na Costa Nova a vitória teve um sabor especial: depois de três finais perdidas nos três últimos anos, Yolanda Sequeira conseguiu, finalmente, sagrar-se igualmente Miss Activo Cup em Surf, algo que a atleta vinha perseguindo afincadamente.

Apesar da ausência das mais directas adversárias na luta pelo título nacional, a algarvia teve forte oposição das atletas em prova, com destaque para Mafalda Lopes, que teve uma prestação irrepreensível durante toda a prova, acabando por baquear apenas na final.

Yolanda Sequeira entrou muito forte na final fazendo grandes notas logo nas três primeiras ondas (5.75, 7.00 e 7.25 pontos), logrando conseguir mais à frente na bateria a melhor nota da final (8.25 pontos). A isto, Mafalda Lopes, da Associação de Surf da Costa da Caparica, não conseguiu responder melhor do que com um 5.25 e um 4.40 pontos, somando um «score» de 9.65 pontos insuficiente para o 15.50 pontos da vencedora.

A atleta da Caparica venceu todos os seus heats anteriores, mas na final o cansaço revelou-se e a corrente não ajudou, enquanto Yolanda Sequeira, que na segunda ronda passara em segundo, melhorou a sua performance e foi verdadeiramente demolidora.

Aliás, a nova campeã nacional de surf esteve sempre muito empenhada em conseguir o triunfo na Miss Activo Cup (com o título nacional sempre na mira), mostrando-se esmagadora face à concorrência: fez os dois melhores «scores» da Campeonato (16.50 e 15.50 pontos) e finalizou com duas das três melhores ondas (9.25 e 8.25 pontos).

Apenas Gabriela Dinis, que caiu nas meias-finais frente a Yolanda Sequeira, se intrometeu no topo das melhores ondas, conseguindo a segunda com um 8.50.

Na outra meia-final, Matilde Passarinho, na sua pior prestação em todo a prova, foi eliminada por Mafalda Lopes, quedando-se assim em terceiro lugar, «ex aequo» com Gabriela Dinis.

No total da prova foram surfadas 161 ondas, três de excelência e 11 boas. A estas somam-se as 74 surfadas no «qualifying», num total de 235 ondas.

No total da 15ª edição da Miss Activo Cup foram surfadas 510 ondas, o que rendeu para o Lar do Divino Salvador, uma IPSS de Ílhavo que acolhe mães para quem a vida foi madrasta, 510 euros, oferecidos pelo Activo Bank, no âmbito da «Onda Solidária».

 

DECLARAÇÕES DAS ATLETAS

YOLANDA SEQUEIRA (1º lugar) – “Finalmente consegui ganhar aqui em Ílhavo e tem ainda o gosto especial de conseguir o título nacional. Foi especial tornar-me campeã nacional, pois era um objectivo que tenho há muito tempo. Aqui, na Costa Nova é sempre muito bom, o mar dá sempre boas ondas e, depois, é o campeonato feito para as raparigas e sempre com muita gente na praia a assistir”.

MAFALDA LOPES (2º lugar) – “Estou contente por, pela primeira vez, chegar à final. Foi uma competição divertida e com boas ondas. Estou contente mas gostava de ter feito melhor na final, mas senti-me um pouco cansada e apanhei uma corrente que não ajudou. Penso que a organização fez bem em adiar a prova para hoje, pois assim houve ondas e todas se divertiram”.

GABRIELA DINIS (3º lugar) – “Foi um campeonato fixe, com boas ondas. Foi uma boa decisão da organização adiar a prova para hoje, porque ontem não havia mesmo condições. O resultado foi bom, mas… queria mesmo era a final. Na meia-final com a Yolanda podia ter feito um pouco melhor, mas não deu”.

MATILDE PASSARINHO (3º lugar) – “Foi uma prova boa e divertida, com boas ondas. A decisão da organização foi acertada e hoje o mar esteve bom. O terceiro lugar é bom, mas queria mais. Mesmo assim deu para mostrar um bom surf. A organização é muito boa, pois é sempre bom as raparigas sentirem a atenção de quem faz os campeonatos”.

 

GIOVANNA PETRUCCI IMPÕE-SE NO TRICKLINE

Com a disputa da final de Trickline, terminou a 15ª Miss Activo Cup, edição que nesta modalidade consagrou a brasileira Giovanna Petrucci, como a rainha do Slackline da praia da Costa Nova.

Três competições, três triunfos da brasileira. Na quinta-feira em Speedline, na sexta-feira em Jibline e hoje, na vertente mais apetecível para todas as atletas, em Trickline.

Com a prova a contar para o ranking da ISA (International Slackline Association) Women’s World Cup, a única prova exclusivamente feminina do calendário mundial atraiu bastante competidoras de diversos países, no entanto, incapazes de bater Giovanna Petrucci, campeã mundial em título.

Hoje, na grande final de Trickline, a brasileira não deu hipóteses, já como havia acontecido na fase de apuramento, posicionando-se de seguida da chilena Valentina Eriza (2º classificada), da alemã Alexandra Arendt (3ª), da checa Bara Kubatova (4ª), das francesas Inés Astor (5ª) e Claire Irad (6ª), da peruana Rosa Tokumoto (7ª),  da canadiana Karine Lequy (8ª), da francesa Sara Udave (9ª) e da checa Klara Mitchutova.

Com uma excelente moldura humana em torno da zona de competição, formada por um público entusiasta e que não se coibiu de aplaudir e incentivar as slackliners, a prova redundou num grande sucesso, com os responsáveis da ISA bastante satisfeitos com todo o evento.

No final, Giovanna Petrucci mostrou-se “muito satisfeita” com a vitória em toda a linha nas diversas competições de slackline que a praia da Costa Nova acolheu, justificando a sua superioridade: “É que eu costumo competir com os meninos e o nível é muito mais alto. No entanto, as meninas estão a evoluir muito e a competição aqui foi muito boa”.

Para a brasileira, a Miss Activo Cup, por ser exclusivamente feminina “é um grande incentivo para as meninas, pois não há mais eventos destes”.

Praticante de slackline desde os 13 anos, ou seja, há oito anos, Giovanna Petrucci sublinha que “as minhas vitórias são fruto de muito treino”.

Sobre a prova, a brasileira considera que “é um evento pequeno no tamanho, mas grande no conceito”, realçando as vantagens de “haver ainda surf e bodyboard”.

Para o ano há mais!